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Desejos de início e fim

Reza a lenda que tudo que começa precisa terminar, que para todo início existe um fim. Mas nem todos os fins são iguais. Existem finais felizes, finais tristes e finais necessários. Fim de ano é, geralmente, uma época de pesar aquilo que vale ou não a pena continuar. É nessa vibe que estou.  Passei muito tempo da minha vida ouvindo que "o ano só será novo se nossas atitudes forem novas também", mas só comecei a por isso em prática de alguns anos pra cá. Confesso que tive grande dificuldade em desapegar de algumas coisas/pessoas. Foi um aprendizado tardio, porém imprescindível (e que eu aconselho a todos a tentativa!). Esses são os fins necessários. Na maioria dos casos, desapego é liberdade. Por isso, desejo desde já, para mim e para todos vocês, sem medo de ser cliché, que consigamos abrir mão daquilo que não nos faz bem, de relacionamentos tóxicos, de empregos que não nos realizam, de situações que nos decepcionam, de pessoas que não nos acrescentam, de atitudes que ...

Que educação é essa?

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Essa manhã eu estava assistindo à determinado programa de televisão no qual se falava sobre um novo modelo de escola, mais democrática e liberal, onde as crianças teriam autonomia para escolher o que quisessem estudar, quais projetos fariam, etc. Antes de qualquer coisa, permita-me expor uns dados. "O Brasil ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países avaliados (PISA). Mesmo com o programa social que incentivou a matrícula de 98% de crianças entre 6 e 12 anos, 731 mil crianças ainda estão fora da escola (IBGE). O analfabetismo funcional de pessoas entre 15 e 64 anos foi registrado em 28% no ano de 2009 (IBOPE); 34% dos alunos que chegam ao 5º ano de escolarização ainda não conseguem ler (Todos pela Educação); 20% dos jovens que concluem o ensino fundamental, e que moram nas grandes cidades, não dominam o uso da leitura e da escrita (Todos pela Educação). Professores recebem menos que o piso salarial (et. al., na mídia)." (Brasil escola) Com dados ass...

Decisões x Opiniões

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Tomamos decisões sobre a nossa vida todos os dias, e espero de coração que a tomemos pensando no nosso bem estar. Às vezes, tarde da noite, mesmo cansados, colocamos nossa cabeça no travesseiro e imaginamos cenários possíveis e impossíveis sobre o que queremos para nossa vida. Porém, de forma bizarra, percebo que colocar essas decisões em prática parece estar se tornando cada dia mais complicado. Não pelo ato em si, que para muitos já é um desafio, mas pelo comportamento de terceiros. É como se vivêssemos em um mundo cada dia mais agarrado ao pensamento de "o que as pessoas vão pensar?", ainda que inconscientemente. E, com o perdão da má palavra, já começando com o pé na porta, que se danem as outras pessoas! A vida é sua e você é quem precisa saber e viver o que é melhor para a sua felicidade. Mesmo passando pela escrutinação pública. Palpiteiros sempre palpitarão. Fofoqueiros sempre fofocarão. Mas quem se importa com você de verdade, estará ao seu lado. Vam...

Eu, as viagens e a organização

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Esses dias alguém virou pra mim e disse "Nossa, mas você é muito rica! Vive viajando". Não foi a primeira e com certeza não será a última a pensar assim. Acredito que toda pessoa que gosta de viajar já deve ter passado por isso. Já escrevi um texto aqui falando sobre prioridades, mas acho que precisaria ter falado sobre organização. Nunca fui muito disciplinada na vida, sempre fui daquelas que abandonam projetos (não me orgulho disso, mas a verdade precisa ser dita), e definitivamente, não sou rica, mas pouco a pouco consigo realizar meu objetivo maior que é viajar. A organização é indispensável para essa realização. Faço listas de gastos, planilhas com meu salário... quase nunca consigo cumprir à risca, pois como já disse, não sou disciplinada, mas me esforço o máximo pra cumprir o que planejei. Não há um mistério muito grande ou milagre financeiro pra viajar, ou pra realizar qualquer sonho (REALISTA) de consumo. Tenho amigas que conseguiram comprar apartamento e carro ...

A idade chegou

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Hoje entrei em uma loja e no balcão duas mulheres, mais ou menos da minha idade, conversavam. Uma delas dizia o quanto as crianças de hoje em dia nunca saberão o quanto era bom ser criança antigamente e a outra falava que essas crianças não sabem o que é comer uma fruta fresca de verdade como sobremesa, porque nunca nem subiram numa árvore. Antes que eu pudesse perceber, estava concordando com a cabeça e sorrindo. Então, a colega virou e disse "Viu?! Até a moça concorda comigo." Não teve jeito! Eu entrei na conversa! Fiz aquilo que sempre briguei com a minha mãe por fazer: conversar com estranhos na rua como se os conhecesse a vida toda! Começamos a falar de como era bom roubar goiaba (eu), carambola (ela), e outras frutas das árvores da casa do vizinho. De como a gente caía do muro e apanhava das mães em casa. Das vezes que voltávamos da casa de algum parente ou amigo com uma bolsa cheia de manga ou cajá. De andar de bicicleta pela rua ou brincar de queimada... Nenhuma da...

Expectativas

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Passei a semana inteira pensando no porquê de esperarmos tanto de certas coisas e, principalmente, na razão de ficarmos tão devastados quando aquilo que esperamos não se concretiza.Quando nossos planos são desfeitos, nossas metas não são alcançadas, nossas esperanças escoam pelo ralo e a tristeza que sentimos é maior do que podemos imaginar. Talvez, a dor exista justamente por não imaginar. Não imaginamos o cenário em que esses planos não acontecem. Colocamos toda a fé na realização. A gente sabe que dói ter um desejo frustrado. Mas, por outro lado, sabemos melhor ainda que não se deve criar expectativas. Sabemos tão bem que fazemos até memes com relação a isso, de tão conhecida que é a ideia. Então, por que continuamos? Essa projeção que a gente cria na nossa cabeça de como o outro é, como ele deve se portar, como devemos ser tratados, como a uma relação deve ser, ou como será seu futuro a curto/médio/longo prazo, da viagem que esperamos fazer, do emprego que vamos conseguir, e...

A priori

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Prioridade, segundo o dicionário, significa eleger o que vem em primeiro lugar, ou seja, o que mais importa para nós. Dessa forma, o que cada indivíduo coloca em primeiro lugar na sua vida é tão amplo quanto a quantidade de pessoas existentes no universo. E assim, cada um de nós elege o que mais nos importa. Comecei a pensar em prioridade de verdade avaliando relacionamentos meus, em todos os níveis: familiar, de amizade, afetivo. E preciso dizer que a epifania que essa reflexão trouxe não foi exatamente boa. Sim, acontece comigo, e talvez aconteça com você: às vezes, damos mais valor a algumas pessoas do que recebemos em troca. Sim, dói pra cacete. Sim, precisamos reavaliar essas interações. Porque ninguém merece viver esperando receber afeto de volta. Há quem nos troque por trabalho, há quem nos troque por descanso, há quem nos troque por outras pessoas. E nenhuma dessas trocas seria cogitada se fosse a situação ao contrário. É daí que percebemos o valor que temos na vida do out...